quarta-feira, 12 de maio de 2010

Será esse o “Jeito Certo de Trabalhar”?

COMISSÃO SOLICITA INFORMAÇÕES SOBRE IRREGULARES EM LICITAÇÕES

CÂMARA MUNICIPAL DE FRANCISCO SÁ-MG
Comissão Especial Nomeada em 03/05/2010


Sr. Presidente,

Conforme determinação de Vossa Excelência, para atendimento ao oficio 278/10 da administração a Comissão Especial formada em 03/05/10 esteve na Prefeitura Municipal no dia 06 à partir das 09:30 hs, juntamente com a presidente da Comissão de Licitações, na sala de reuniões do gabinete para verificar os procedimentos adotados nos processos licitatórios 06/2010 para contratação de prestadores de serviços no transporte escolar e 11/10 para aquisição de caminhão usado.
Restaram algumas dúvidas que não foram esclarecidas pela Presidente, que passamos a relatar:

- Um dos orçamentos apresentados para dá inicio ao processo licitatório foi apresentado pela empresa AGRA MOTORS no valor de R$ 65.000,00 (Sessenta e cinco mil reais) que posteriormente venceu o processo com uma proposta de R$ 70.000,00 (setenta mil reais).

- O pagamento R$ 70.000,00 (setenta mil reais) foi efetuado em 26/02/2009 através do cheque 850001 da c/c 15.735-x, nota de empenho 1677 e a Portaria 08/2010 que nomeou a comissão de avaliação é de 11/03/2010.

- O Secretário de compras informa no processo 06/2010 através do documento 008, ofício 03/2010 que a média do Km rodado no município é de R$ 2,05, sendo que na planilha citada por ele em anexo doc. 009, o maior valor apresentado pelo encarregado de transportes é R$ 2,00.

- Os documentos dos veículos GKO-4223 e GKY-4996 estranhamento apresentaram no ato do processo agendamento de pagamento dos impostos para débito na conta 12-312-9 – Marcio Murilo Mendes, no Banco do Brasil.

- Causou estranheza certificado do veículo LAF-8090 de nr. 7359962324, conforme documentos 371, 392 e 501, visto que conforme consulta ao Detran, encontra-se vencido desde 2008.

Dentre outras, essas dúvidas necessitam ser esclarecidas com rapidez. Sendo assim solicitamos que este relatório seja enviado aos setores competentes, para que sejam feitos os esclarecimentos necessários.

Por ser verdade, firmamos o presente relatório.

Francisco Sá, 10 de maio de 2010


José Tadeu Alves dos Santos
Vereador PPS


Joaquim Fernandes Pena Soares
Vereador PV


Denílson Rodrigues Silveira
Vereador PCdoB



EXMO SR.
ELY SOARES PEREIRA
PRESIDENTE DA CAMARA MUNICIPAL
N E S T A

quarta-feira, 5 de maio de 2010

POR FALAR EM QUESTÕES, ACHO ÓTIMO VOLTAR AO PASSADO. TAMBÉM ADORO LER JORNAIS VELHOS E REVER AS VELHAS NOTÍCIAS. – EM QUE MUNDO ESTAMOS?


Publicação de sábado e domingo, 16 e 17 de maio de 2009

16/05/2009 - 10h00m
BOMBA NO BREJO
· Embora tenha assumido o cargo por apenas três meses, o presidente da câmara municipal de Francisco Sá, Mariojá Ferreira, deixou dívidas na prefeitura dignas de um prefeito de verdade.
Aguarde.
REIVINDICAÇÕES
· Enquanto isso, o vereador Tássio Emídio envia um reivindicativo e-mail a este namorado de Laura e filho de dona Laura:
Amigo,
Por favor, coloque em nosso jornal os requerimentos do seu vereador aqui em Francisco Sá:
- Requerimento solicitando reforma na Avenida JK, esta que é uma avenida das mais extensas da cidade; além de ser totalmente comercial, está acabada. Asfalto todo esburacado e cheia de poeira, ainda sem calçada para pedestres.
- Requerimento pedindo ajuda financeira ao prefeito para os dois ônibus universitários da cidade (duas associações universitárias). Coitados, além do desemprego, têm que pagar 120 reais/mês para ir e vir todos os dias para Montes Claros.
- Iluminação das margens da BR 251 - acesso Bairro Juquinha Dias. Tem os postes, mas o prefeito não colocou luminárias.
Abraços,
Tássio.
O NORTE DE MINAS - O jornal que escreve o que você gostaria de dizer
Fonte: http://www.onorte.net/colunas.php?id=5861

terça-feira, 4 de maio de 2010

Uma Crônica

016

 

Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.

 

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

 

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e a dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz.

 

E aceitando as negociações de paz, aceita ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

 

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e a ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

 

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber. Vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente se senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.

 

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesmo.

 

Marina Colasanti